quarta-feira, 9 de abril de 2014
A 17 anos Guga conquistava a França
Há exatos 17 anos, o Brasil entrava no cenário do tênis mundial. Foi no dia 8 de junho de 1997, em Paris, na França, que um tenista franzino, de roupas coloridas e sem muita expressão no ranking da ATP vencia um dos quatro maiores torneios do tênis desbancando uma série de favoritos. Há 17 anos, Gustavo Kuerten, o Guga, vencia o primeiro Roland Garros de sua vitoriosa história.
Com 20 anos na época da conquista, Guga nunca imaginaria que aquele título seria apenas o primeiro de grandes conquistas na carreira. Na verdade, Kuerten nem sabia muito bem como funcionava o torneio. 'Eu entrei em Roland Garros sem ter noção alguma do torneio, sem entender o Grand Slam e acho que isso me ajudou muito. Jamais eu poderia imaginar o que representariam todos esses títulos', disse Guga.
A inocência de Guga pode ser traduzida não só pela sua idade, mas também pelos seus resultados. Guga nunca havia conquistado nenhum torneio do nível ATP antes de Roland Garros. Ele só havia vencido dois torneios do nível Challenger no Brasil. Com pouco mais de dois anos de profissional, Guga ainda era um 'novato' no meio das feras.
E essas feras não eram poucas. O tênis da época era diferente do atual. Não existia um único atleta dominando determinado piso. Nomes como austríaco Thomas Muster, o russo Yevgeni Kafelnikov e o espanhol Sergi Bruguera eram bastante temidos no saibro, tipo de piso de Roland Garros. Os três já haviam vencido em Paris e já ocupavam posições de destaque no ranking mundial.
Quis o destino que durante a jornada para o título, Guga enfrentasse justamente os três. No entanto, antes de encontrar os tops, Guga teria pela frente o tcheco Slava Dosedel e o sueco Jonas Bjorkman. Foram duas vitórias, por 3 sets a 0 e 3 a 1 respectivamente.
Na terceira rodada do Grand Slam francês, o temível encontro com o austríaco Thomas Muster, ex-número um do mundo e campeão de Roland Garros em 1995. Como esperado, um jogo difícil. Foram cinco sets. No final, vitória do brasileiro por 3 a 2 e menos um grande rival pelo caminho.
As oitavas de finais vieram e mais uma pedreira pelo caminho. Era o ucraniano Andrei Medvedev, ex-número quatro do mundo. Mais uma vez Guga levou a partida para a batalha de cinco sets e mais uma vez saiu vencedor por 3 a 2. O garoto franzino de Santa Catarina já despertava a atenção dos franceses.
Nas quartas de finais, o atual campeão Yevgney Kafelnikov. Era o primeiro jogo de Guga na quadra principal do torneio, a Philippe Chatrier. A partida foi complicada como previsto, Kuerten venceu o primeiro set, mas perdeu os dois seguintes. A vitória foi de virada em mais uma batalha de cinco sets. Era o momento de sonhar com o título. 'A nossa expectativa em Roland Garros era ganhar um ou dois jogo, no máximo. Esse resultado para gente já seria excelente, mas fui ganhando todos os jogos. Depois de vencer o Kafelnikov, tive certeza que seria campeão', afirmou Guga
Nas semis, um adversário mais modesto, o belga Filip Dewulf, então número 122 do mundo. Com a confiança de eliminar dois ex-campeões, Guga venceu por 3 a 1 e carimbou o passaporte para a primeira final de um brasileiro em Roland Garros.
O espanhol Sergi Bruguera seria o adversário. Bruguera já havia sido bicampeão na França em 93 e 94. Parecia o fim do jovem Guga. Porém, o que se desenhava como um quadro complicado, acabou por ser um dos jogos mais fáceis de Guga no torneio. Um 3 a 0 sem grandes desencontros e Gustavo Kuerten levantava pela primeira vez o troféu Roland Garros. Troféu esse que seria erguido mais duas vezes, em 2000 e em 2001. Com Guga, o tênis deixou de ser visto apenas como esporte de rico para ser mais um esporte como qualquer outro. Passamos a ser também o país das raquetes, as raquetes de Gustavo Kuerten, que de número 66 do mundo passaria a ser o número um no coração do Brasil.
sábado, 22 de março de 2014
Hoje não, Hoje não...HOJE SIM, HOJE SIM????
Considerada uma das corridas mais polêmicas da F-1, pois a Ferrari emitiu uma ordem para Rubens Barrichello deixar Michael Schumacher passá-lo para vencer a corrida, mesmo não precisando de ponto algum para o campeonato de pilotos. Rubinho liderava com folga, mas foi diminuindo o ritmo gradualmente. Ele cumpriu a ordem a poucos metros da linha de chegada, evidenciando que só não ganhou por causa do jogo de equipe arquitetado pela escuderia italiana. A decisão causou revolta nos torcedores presentes ao autódromo, que vaiaram. Até os pilotos participantes da corrida fizeram questão de cumprimentar o piloto brasileiro por ter liderado a corrida inteira, sendo o vencedor moral. No pódio, Schumacher, constrangido, colocou seu companheiro de equipe no topo do pódio, mas o hino executado foi o da Alemanha. Por conta disso (Schumacher dar o troféu da vitória a Rubinho e o puxar para o topo), poucos dias depois, a Ferrari foi multada em R$ 2 milhões (diferentemente do que se pensa, a Ferrari foi multada por quebrar o protocolo no pódio, e não pelo episódio em si).
| "Eu agradeço Rubens pelos pontos, mas não estou muito feliz" |
— Michael Schumacher
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Em entrevista dada em 2012, Barrichelo afirmou que fez aquilo pois recebeu uma ameaça que poderia ter encerrado sua carreira.
| “Foram oito voltas de guerra. É muito raro eu perder a paciência, mas eu estava gritando no rádio. Continuei indo até o final, dizendo que não o deixaria passar. Foi quando eles disseram algo a respeito de uma coisa muito mais ampla. Não era em relação ao contrato. Não posso revelar o que eles disseram, mas foi uma forma de ameaça que me fez repensar minha vida, porque a grande alegria para mim era pilotar.” |
— Rubens Barrichelo, em entrevsita dada em 2012
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Pan 87: basquete brasileiro surpreende o mundo na casa dos EUA
A história veio recheada de emoção. A decisão foi na Market Square Arena, disputada no dia 23 de agosto de 1987. Os americanos chegaram a abrir 22 pontos no primeiro tempo e a sensacional virada brasileira acabou quebrando uma série de 24 partidas invictas dos EUA em jogos oficiais.
Os principais nomes desta equipe foram Oscar e Marcel, comandados pelo técnico Ari Vidal. Marcel Ramon Ponikwar de Souza foi responsável por 187 pontos na campanha do título de Indianápolis e, ao lado do cestinha Oscar, marcou 77 dos 120 pontos que levaram a Seleção a conquistar sua maior vitória no basquete mundial. Comandada por Oscar e Marcel, a equipe verde-amarela conseguia, há exatos 27 anos, um feito inédito: bater os EUA na casa deles, com uma virada espetacular.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Ouro Olímpico Aurélio Miguel Seul 88
O dia 30 de setembro está marcado na história do judô brasileiro. Há quase 26 anos Aurélio Miguel vencia Marc Meiling da Alemanha Ocidental na decisão da categoria meio pesado (95kg) em Seul e conquistava a primeira medalha de ouro do judô brasileiro em Jogos Olímpicos. Na campanha passou ainda por Dennis Stewart (GBR), Bjarni Fridriksson (ISL), Juri Fazi (ITA) e Jiri Sosna (TCH).
“Como atleta, pra mim era um sonho buscar uma medalha em uma Olimpíada”, disse.
E conseguiu muito mais. No final da década de 90 foi eleito pela Federação Internacional de Judô como um dos 50 melhores judocas da história do esporte. Também foi eleito o maior judoca das Américas no século 20. E em 2013, entrou pro Hall da Fama do Judô ao lado de outros 20 nomes, entre eles Jigoro Kano, Anton Geesink, Charles Palmer, Ryoko Tani, Ingrid Berghmans, David Douillet e Jean-Luc Rouge.
Uma vitória histórica e heróica em uma época em que o judô brasileiro não estava estruturado e os resultados dependiam basicamente dos grandes talentos individuais. E essa também foi uma das grandes lutas de Aurélio.
“O Aurélio foi o nosso grande líder nessa questão e tenho certeza que os frutos que os atletas colhem hoje, foram plantados naquela época”, disse Rogério Sampaio.
Um ano após uma cirurgia no ombro em 1986, Aurélio Miguel terminou o Mundial de Essen (1987, Alemanha) em terceiro. Mas o melhor aconteceria no ano seguinte com a medalha de ouro entre os meio-pesados dos Jogos de Seul- 88. Foi o único medalhista de ouro do Brasil e da América do Sul naquela edição dos Jogos. Com uma baixa estatura para a categoria meio-pesado (95kg), tinha no preparo físico uma de suas principais armas para derrotar os gigantes europeus. Em reportagens de jornais estrangeiros chegaram a dizer que ele tinha dois corações.
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://esportes.estadao.com.br/noticias/geral,ha-25-anos-aurelio-miguel-conquistava-o-primeiro-ouro-olimpico-do-judo,1080221http://esportes.estadao.com.br/noticias/geral,ha-25-anos-aurelio-miguel-conquistava-o-primeiro-ouro-olimpico-do-judo,1080221
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