sábado, 22 de março de 2014

Hoje não, Hoje não...HOJE SIM, HOJE SIM????


Considerada uma das corridas mais polêmicas da F-1, pois a Ferrari emitiu uma ordem para Rubens Barrichello deixar Michael Schumacher passá-lo para vencer a corrida, mesmo não precisando de ponto algum para o campeonato de pilotos. Rubinho liderava com folga, mas foi diminuindo o ritmo gradualmente. Ele cumpriu a ordem a poucos metros da linha de chegada, evidenciando que só não ganhou por causa do jogo de equipe arquitetado pela escuderia italiana. A decisão causou revolta nos torcedores presentes ao autódromo, que vaiaram. Até os pilotos participantes da corrida fizeram questão de cumprimentar o piloto brasileiro por ter liderado a corrida inteira, sendo o vencedor moral. No pódio, Schumacher, constrangido, colocou seu companheiro de equipe no topo do pódio, mas o hino executado foi o da Alemanha. Por conta disso (Schumacher dar o troféu da vitória a Rubinho e o puxar para o topo), poucos dias depois, a Ferrari foi multada em R$ 2 milhões (diferentemente do que se pensa, a Ferrari foi multada por quebrar o protocolo no pódio, e não pelo episódio em si).
Cquote1.svg "Eu agradeço Rubens pelos pontos, mas não estou muito feliz" Cquote2.svg
Michael Schumacher
Caso vencesse, Rubens Barrichello seria o segundo brasileiro a vencer o Grande Prêmio da Áustria. A única vitória brasileira nessa etapa ocorreu em 1972, com Emerson Fittipaldi correndo pela Lotus.

Em entrevista dada em 2012, Barrichelo afirmou que fez aquilo pois recebeu uma ameaça que poderia ter encerrado sua carreira.
Cquote1.svg Foram oito voltas de guerra. É muito raro eu perder a paciência, mas eu estava gritando no rádio. Continuei indo até o final, dizendo que não o deixaria passar. Foi quando eles disseram algo a respeito de uma coisa muito mais ampla. Não era em relação ao contrato. Não posso revelar o que eles disseram, mas foi uma forma de ameaça que me fez repensar minha vida, porque a grande alegria para mim era pilotar. Cquote2.svg
Rubens Barrichelo, em entrevsita dada em 2012

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pan 87: basquete brasileiro surpreende o mundo na casa dos EUA


Quatro anos depois de perder o ouro para os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de Caracas, na Venezuela, o basquete brasileiro conseguiu a revanche e surpreendeu o mundo ao vencer os americanos por 120 a 115 (54 a 68 no primeiro tempo) na final da edição de 1987 do evento, realizado em Indianápolis.

A história veio recheada de emoção. A decisão foi na Market Square Arena, disputada no dia 23 de agosto de 1987. Os americanos chegaram a abrir 22 pontos no primeiro tempo e a sensacional virada brasileira acabou quebrando uma série de 24 partidas invictas dos EUA em jogos oficiais.

Os principais nomes desta equipe foram Oscar e Marcel, comandados pelo técnico Ari Vidal. Marcel Ramon Ponikwar de Souza foi responsável por 187 pontos na campanha do título de Indianápolis e, ao lado do cestinha Oscar, marcou 77 dos 120 pontos que levaram a Seleção a conquistar sua maior vitória no basquete mundial. Comandada por Oscar e Marcel, a equipe verde-amarela conseguia, há exatos 27 anos, um feito inédito: bater os EUA na casa deles, com uma virada espetacular.




terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ouro Olímpico Aurélio Miguel Seul 88





O dia 30 de setembro está marcado na história do judô brasileiro. Há quase 26 anos Aurélio Miguel vencia Marc Meiling da Alemanha Ocidental na decisão da categoria meio pesado (95kg) em Seul e conquistava a primeira medalha de ouro do judô brasileiro em Jogos Olímpicos. Na campanha passou ainda por Dennis Stewart (GBR), Bjarni Fridriksson (ISL), Juri Fazi (ITA) e Jiri Sosna (TCH).

“Como atleta, pra mim era um sonho buscar uma medalha em uma Olimpíada”, disse.

E conseguiu muito mais. No final da década de 90 foi eleito pela Federação Internacional de Judô como um dos 50 melhores judocas da história do esporte. Também foi eleito o maior judoca das Américas no século 20. E em 2013, entrou pro Hall da Fama do Judô ao lado de outros 20 nomes, entre eles Jigoro Kano, Anton Geesink, Charles Palmer, Ryoko Tani, Ingrid Berghmans, David Douillet  e Jean-Luc Rouge.

Uma vitória histórica e heróica em uma época em que o judô brasileiro não estava estruturado e os resultados dependiam basicamente dos grandes talentos individuais. E essa também foi uma das grandes lutas de Aurélio.

“O Aurélio foi o nosso grande líder nessa questão e tenho certeza que os frutos que os atletas colhem hoje, foram plantados naquela época”, disse Rogério Sampaio.


Um ano após uma cirurgia no ombro em 1986, Aurélio Miguel terminou o Mundial de Essen (1987, Alemanha) em terceiro. Mas o melhor aconteceria no ano seguinte com a medalha de ouro entre os meio-pesados dos Jogos de Seul- 88. Foi o único medalhista de ouro do Brasil e da América do Sul naquela edição dos Jogos. Com uma baixa estatura para a categoria meio-pesado (95kg), tinha no preparo físico uma de suas principais armas para derrotar os gigantes europeus. Em reportagens de jornais estrangeiros chegaram a dizer que ele tinha dois corações.

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